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Luta e superação marcam a história de funcionário BB com deficiência

Até os 10 anos de idade, a vida de Max Willian Castro, funcionário BB da Cesup Administração de Contratos MG, era como a de qualquer outra criança saudável da sua faixa etária: dividida entre ir à escola e brincar durante todo o tempo restante. No entanto, em 1999 sua história mudou e deu lugar a um enredo típico de novela com direito a drama, volta por cima e final feliz. 

Em uma tarde de diversão com os amigos na rua, o mineiro, nascido em Belo Horizonte, encostou em uma cerca de alta tensão elétrica próxima à sua casa e tomou uma descarga de energia de 13.800 volts. Desde então, Max já passou por mais de 40 cirurgias e acabou ficando com deficiência física. Hoje, aos 30 anos, ele é amputado do braço direito e da perna esquerda, além de carregar outras lesões pelo corpo.

“Eu costumo dizer que a partir deste dia eu tenho duas datas de nascimento, a que está na minha certidão e a que me acidentei. Foi um baque muito grande na minha vida, ela nunca mais poderia ser a mesma. De lá pra cá não foi fácil, tive muitos desafios para voltar a andar e reaprender a caminhar exige um treinamento físico e um trabalho psicológico incomum. Na época eu era destro e tive que recomeçar a viver como um canhoto”, conta Max.

Ainda no 5º ano do ensino fundamental, filho de mãe solteira e com poucos recursos financeiros, a família não tinha condições de comprar uma cadeira de rodas e ele passou anos sem andar. Neste período, Max teve a infância interrompida, perdeu os amigos do bairro, passou a ser uma criança solitária que contava apenas com a ajuda de alguns vizinhos, carregado de um lado para o outro, quando alguém tinha disponibilidade.

Graças ao esforço diário de sua mãe, Max conseguiu atendimento gratuito em um hospital local, especializado no auxílio a pessoas com deficiência e teve a sua primeira prótese na perna. Deixando todos os preconceitos para trás, onde muitos sugeriam que ele aceitasse benefício público (BPC) e se aposentasse por invalidez, ele foi à luta: começou a se locomover novamente e ter uma certa autonomia, apesar das dificuldades de acessibilidade e inclusão. 

“Sempre acreditei que eu teria capacidade de dirigir um carro, tomar banho sozinho, cuidar da minha qualidade de vida, de sonhar. Foi preciso muita luta para descobrir e provar minhas capacidades. Jamais aceitei que outras pessoas me julgassem como incapaz e doente. Eu tenho certeza que nasci para vencer e ser feliz! ”.

 Max chegou à Universidade de Direito, ao MBA em Gestão Pública, ao Banco do Brasil e fez amizades duradouras. A sua história de vida foi fundamental na hora de optar pela carreira profissional: “Fiz essa escolha para tentar defender as pessoas. Naquele momento em que eu me acidentei, a companhia elétrica da cidade poderia ter me auxiliado, mas me deu as costas. Precisei de um advogado para brigar pelas coisas certas. Na graduação eu consegui provar que teria condição de fazer o que eu quisesse e tive a plena certeza de que estava no lugar certo”.

Com a carteira de advogado em mãos, emitida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Max não parou mais. Hoje, 20 anos depois do acidente, ele é Assistente Operacional Jr. há cinco anos no BB, é membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OABMG, é delegado da Apabb (Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade) e membro de Conselho de Usuários da Cassi. 

Foi no Banco do Brasil que ele sentiu o que realmente era ser incluído socialmente e foi a partir disto que decidiu atuar por políticas públicas em diversas instituições. O desejo de Max é que todas as pessoas tenham igualdade de oportunidades e possam se desenvolver de acordo com as suas capacidades individuais. 

“No banco eu tive um choque de realidade. Desde o processo seletivo, fui muito bem acolhido, seja na disponibilidade de mesa para canhoto até a equipe especializada da SESMT BH, sempre preocupados com qualidade e conforto no ambiente de trabalho. Sem contar o carinho, amizade e parceria das equipes que participei no BB. Me sinto aceito e feliz, pois percebi que, independente da condição pessoal, somos valorizados e que o normal é ser feliz! Aqui não sou visto como coitado e sim como profissional”.

Como voluntário e delegado da Apabb MG, Max tem o papel de reaproximar os colegas à instituição, com mais de 30 anos de tradição e protagonismo na luta pelas PcD, fundada e mantida por funcionários BB. Como membro do Conselho de Usuários da Cassi MG, colabora para a sustentabilidade e qualidade no atendimento, em especial, aos colegas e dependentes com deficiência. E junto a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OABMG, participa das políticas sociais, da implementação do Estatuto da Pessoa com Deficiência no âmbito nacional e colabora na criação do Estatuto Municipal de Belo Horizonte.

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

O dia 3 de dezembro foi escolhido e promovido como o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência pelas Nações Unidas desde 1992. A iniciativa tem como objetivo conscientizar a sociedade para a igualdade de oportunidades; promover os direitos humanos; celebrar as conquistas da pessoa com deficiência e pensar a inclusão desse segmento na sociedade.

“O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é o marco do reconhecimento digno da diversidade da humanidade e sociedade”, comemora Max.

BB Crédito Acessibilidade

Pensando em melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência, o BB conta com uma linha de financiamento especial para a compra de produtos de tecnologia assistiva (cadeiras de rodas, aparelhos auditivos, órteses, próteses, andadores, entre outros produtos) e também adaptações em imóvel residencial. Para ter acesso ao crédito, o correntista do BB deve ter limite de crédito disponível e renda máxima de até dez salários mínimos. Dentro destas condições, qualquer cliente, inclusive funcionário BB, pode financiar um bem ou uma adaptação para si mesmo ou destinar a uma pessoa com deficiência. O valor do financiamento vai de: R$ 70 a R$ 30 mil, com prazo de 4 a 60 meses. Saiba mais e veja os itens que podem ser financiados com o BB Crédito Acessibilidade na Lista de produtos de tecnologia assistiva.

“O BB Crédito Acessibilidade foi essencial para a realização de um sonho, com condições justas. Utilizei para realizar algumas adaptações na minha casa, além de adequações de tecnologia assistiva e automação domiciliar. Pude investir em segurança eletrônica como portão automático, sensores de presença, iluminação, fechaduras eletrônicas e câmeras. As mudanças me trouxeram muito mais conforto, principalmente nos dias de chuva, quando não preciso mais sair do carro para entrar em casa. Com absoluta certeza recomendaria a todos. Se não fosse o financiamento acessível, com juros menores do que a poupança, eu não teria realizado o projeto”, conta Max.

Além do BB Crédito Acessibilidade, o funcionário BB também tem direito ao benefício PAS Funcionário PcD, que oferece um adiantamento salarial, com reposição em até 48 meses, sem juros, para a compra de bens e serviços de tecnologia assistiva. Acesse IN. 366 e a cartilha (cliqu aqui) e conheça os benefícios exclusivos e serviços de apoio para pessoas com deficiência na Apabb, Banco do Brasil, BB Azul, Cassi e Previ. 

 


Data de publicação: 03/12/2018